Atividade física e o bem-estar emocional

maio 23, 2018 - Por Renata Modesto

Quando falamos em atividade física, automaticamente associamos ao emagrecimento, desenvolvimento muscular e saúde do corpo.

É fato que a prática esportiva possibilita inúmeros benefícios fisiológicos, tais como redução de colesterol, controle de diabetes e prevenção de doenças das mais variadas, porém diversos pesquisadores apontam em seus estudos que os benefícios vão além destes vastamente conhecidos e estão cada vez mais entrelaçados com o bem-estar emocional, tanto que o esporte passa a ser um aliado de extrema importância recomendado por psicológicos, psicanalistas e profissionais da saúde mental.

De acordo com especialistas, ainda que os efeitos de relaxamento e bem-estar sejam sentidos de imediato, a prática constante de exercícios físicos é recomendada em momentos que ultrapassam o tratamento de uma crise emocional, seja ela passageira ou persistente. Deve ser uma rotina na vida de qualquer pessoa. Isso porque esse hábito é uma forma de prevenção. As mesmas pesquisas que guiam estes estudiosos revelam que pessoas sedentárias possuem chance maior de desenvolver depressão e ansiedade do que aqueles que praticam atividades físicas regularmente. Por isso a combinação de terapia com o esporte pode ser uma forma evitar e de acelerar o tratamento das doenças já existentes.

A explicação para isso é que durante a movimentação corporal nosso organismo produz diversos hormônios, em especial a endorfina, que é liberada durante e também após a prática de atividade física.

Os efeitos diretos da endorfina no nosso organismo é a diminuição do estresse, do mau humor, da ansiedade e o alívio de tensões vindas dos mais diferentes âmbitos do nosso cotidiano. Esse hormônio de nome curioso afeta positivamente a maneira como nos sentimos no dia a dia e por isso ficou popularmente conhecido como “hormônio da alegria”.

Como já dito, praticar atividade física pode ajudar a impulsionar o processo terapêutico por meio de diversos benefícios. Mas vale ressaltar que ainda que os efeitos relaxantes e estimuladores do bom humor sejam imediatos durante e persistam após a prática, somente através da manutenção de uma rotina de exercícios eles se tornam duradouros e ainda mais eficazes.

De uma maneira geral, praticar atividade física é uma forma eficiente de sentir-se melhor consigo mesmo e com o seu relacionamento com as coisas, pessoas e situações ao seu redor. Cada vez mais profissionais da saúde, incluindo educadores físicos, se reúnem para discutir o avanço e a eficiência de tratamentos convencionais aliados à prática de esporte. Nota-se que em conjunto, os tratamentos são otimizados se comparados quando ocorrem isolados. Funcionam como uma ferramenta extra para
ajudar nos processos de tratamentos psicológicos que, sozinhos não resolvem todos os problemas.

Um dado chave para quem se animou com essas informações e quer começar a colocá-las em prática é investir na modalidade que mais lhe atrair. Seja corrida, natação, musculação, esportes em conjunto ou individual. O que agrada de início, tende a permanecer. E é justamente essa a intenção: constância. O educador físico entra com o papel mais incisivo quanto ao ritmo e frequência, além de estimular a sua responsabilidade com o “cuidar-se”.

É essencial que saúde física e mental sejam abordadas com a mesma importância.

Se nosso corpo não estiver saudável, o psicológico também não estará. E a recíproca é verdadeira.

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